sábado, 5 de abril de 2014

Sintra há 100 anos

FERNANDO MORAIS GOMES
Em 1914 Sintra era ainda uma vila pacata. Enquanto na Europa a I Guerra Mundial espreitava e o país era presidido por Manuel de Arriaga, em S. Pedro, Raul Lino concluía a sua Casa do Cipreste e morria o conde da Azambuja, proprietário de Seteais, sucedendo-lhe D. Pedro José de Mendonça. Pela primeira vez era criada uma Associação Comercial e Industrial de Sintra, e a imprensa registava uma pujança assinalável. A 26 de Abril surgia o jornal “O Penaferrim”, dirigido por Joaquim Rodrigues Ferreira e em Junho o Notícias de Sintra, que funcionava na R. Alfredo Costa nº10. Era dirigido por António Cunha e propriedade de João Roberto Rosado.
António Duarte da Silva Souza presidia à comissão concelhia do PRP- Partido Republicano Português, que dominava a Câmara, e em Outubro era criada a empresa Sintra-Atlântico, que sucedeu à Sintra ao Oceano, dirigida por Collares Pereira e Álvaro Vasconcelos, entre outros.
Nesse ano era igualmente edificado o chafariz fronteiro à Câmara, e que ainda hoje lá se encontra, projecto de Tertuliano Lacerda Marques e execução de José da Fonseca, e criada a Cooperativa Libertadora Sintrense.
No plano social, faziam sucesso as récitas do Teatro Grémio Garrett


Vila Velha
Portela de Sintra

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